quinta-feira, 12 de julho de 2007
Streaming- Uma nova forma de mídia digital
No dia do mídia veja a reprodução da entrevista de Christian Pinheiro sobre streaming - Uma nova forma de mídia digital
Bacharel em Ciência da Computação pela Unesp, em São Paulo, Christian Pinheiro é sócio-diretor da BroadNeeds, especializada em soluções de streaming e videoconferência, e há sete anos atua nesse mercado.
Ele lembra que o mercado ainda não oferece nenhuma formação específica para essa tecnologia e que por isso é importante que qualquer profissional interessado em se aprofundar na tecnologia streaming invista na montagem de um laboratório de experimentos para colocar seus conhecimentos em prática.
O que te levou a se especializar nessa área?
Quando trabalhei no portal Cidade Internet, me interessei em desenvolver meus conhecimentos vendo o quanto o streaming era uma tecnologia promissora, mas que ainda hoje é usada de forma insuficiente, quando poderia ter uma abrangência muito maior no dia-a-dia corporativo.
Você chegou a atuar em outra área antes de começar a trabalhar com streaming?
Sim. Antes disso, trabalhei com programação, webdesign, consultoria em TI, administração de sistemas e redes.
Como você descreve a sua área atual?
É destinada para poucos. O streaming é uma tecnologia que muda muito rápido e trabalhar com ela é difícil, pois o próprio mercado ainda não absorveu totalmente sua capacidade. O profissional que trabalha em projetos com video streaming tem tomar muito cuidado ao definir suas tarefas, porque esses projetos dependem do bom desempenho de outras atividades, como a boa captura do áudio e do vídeo e da banda que será usada para recepção do conteúdo. Nem sempre o ponto de falha do projeto é seu, mas a responsabilidade sempre vai cair em você.
O que mais te atrai em seu trabalho?
Fazer um evento ao vivo, uma transmissão linear, conseguindo evitar os pontos de falha, e ver todos os participantes interagindo. Isso é muito bom, pois ajuda a convencer, na prática, que o streaming é uma boa tecnologia.
E quais são os maiores desafios do seu trabalho?
É justamente conseguir provar que o streaming é confiável e é um bom negócio, tanto comercialmente quanto tecnicamente. Outro desafio é o próprio trabalho diário, que só é válido quando eliminamos os pontos de falha, que ocorrem no ponto de transmissão, durante a captação de áudio e imagem, no micro de codificação e no link até o ponto de recepção.
Qual a média de salário nessa área?
Está em torno de R$ 7 mil a R$ 8 mil. O salário está diretamente ligado ao risco ao qual o profissional se submete caso o projeto de transmissão não dê certo.
Como está o mercado do streaming no Brasil?
Vem crescendo bastante. Desde 2003, temos notado que o mercado acordou para o streaming. Muitas empresas estão começando a fazer projetos pequenos e algumas estão realmente investindo bastante nessa tecnologia.
E quem contrata os serviços de streaming atualmente?
As médias e grandes empresas de diversos segmentos estão usando o vídeo streaming na comunicação, no marketing e no RH. A BroadNeeds já fez, entre outros projetos, TV e rádio corporativas, universidades virtuais, transmissões de cultos religiosos via Web, palestras, conferências e treinamentos.
Para um especialista em streaming ter sucesso o que ele precisa fazer?
Ele precisa ter cuidado ao trabalhar em projetos, principalmente nos termos técnicos, determinando bem os pontos de falha e evitando-os. É fundamental que ele cuide da infra-estrutura básica para a implementação segura do projeto.
Que dica você gostaria de dar a quem queira ingressar nessa área?
Leiam bastante sobre a tecnologia streaming, invistam num bom ambiente de teste e conversem com o cliente para ter certeza das suas expectativas em relação ao projeto de transmissão.
Fonte:http://www.timaster.com.br
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